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Mostrando postagens com o rótulo A Banda Mais Bonita da Cidade

Silenciando...

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"...Nunca mais plateia no Municipal..." O som dos saltos sobre os paralelepípedos da rua era a companhia da noite. De vez em quando um cachorro latia em algum lugar como se lhes fizesse companhia. Os passos tortos surpreendiam pelo equilíbrio ou, por vezes, a falta dele, mas andar na ponta dos pés nunca foi um problema. Saíra da festa antes do horário, madrugada a dentro, sem destino. Na mão ainda carregava uma garrafa de gin, a boca marcada pelo seu batom vermelho. Mais um gole e dava-se conta do fim do precioso líquido, com raiva jogava a garrafa contra a primeira parede que conseguia encontrar na penumbra, quase caíra com o impulso dado, mas retomara a compostura e seguia seu caminho. Música! Conseguia ouvir música e risos ao longe. Uma festa? Será que conseguia entrar. Passava as mãos pelos cabelos volumosos, puxava os seios fartos pra cima e acertava os cantos do batom e em meio a esse gesto olhava através da janela. Era um pub a moda antiga, bancos altos ...

Insensível...

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“... O meu amor é mais caro, diz quanto você pode pagar...” O toque insistente do telefone me tira a paciência. Sinto vontade de jogá-lo contra a parede e transformar esse pequeno aparelho em milhões de pedaços silenciosos. A forma de identificação facilitava minha vida, para cada grupo um toque único ou para as pessoas mais especiais ou nesse caso, as mais chatas. De forma que eu sabia quem me liga apenas nos primeiros acordes polifônicos. E daí então vinha a decisão de atender ou ignorar. Já estava cansado de ouvir aquela música e ver aquele nome piscando na tela, Angélica, Angélica, Angélica. O que ela queria desta vez? Eu já lhe dera o que fora pedido, pelo que pagou e apenas isso. Talvez esse seja o problema, ela queria o “mais” que eu não lhe podia ofertar assim de tão bom grado.